24 janeiro 2007

CNR a caminho

Passeando por vários agregadores de blogs de língua inglesa, OSNews, Lifehacker, etc, etc, nestes últimos dois dias quase só se fala do Click'N Run (CNR) que estará disponível para outras distros para além da Linspire/Freespire, tal como a Fedora, opensuse, Debian. Ou seja, a empresa que detém o produto, irá disponibilizar um plugin opensource para que outras distros possam usar este CNR de modo a criarem um standard de instalação de software entre todas as distros.

Já agora, o CNR é um programa de gestão de software, que procura, faz o download, corrige dependências, instala e remove tanto produtos, como programas e "libraries". Basicamente é o que faz o apt-get aqui no Debian e debian-likes, tendo o Synaptic como seu GUI. Nunca usei Linspire/Freespire e por isso não conheço o CNR, mas consigo descortinar algumas diferenças em relação ao Synaptic: mostra muito mais informações sobre o produto que se pretende instalar, incluindo screenshots do mesmo... Mas será só isso? Olhando para este diagrama, parece que irá aumentar o número de aplicativos ou, pelo menos de ter outra maneira de ir buscar os memos programas, neste caso do Ubuntu.
























Pelos lados do Ubuntu já li que havia vontade de adoptar o programa, Debian irá incluir o CNR nos seus repositórios em breve, mas por mim não vejo razão de deixar de usar o excelente apt-get com ou sem o Synaptic.

4 comentários:

O que era necessário era haver um maior esforço por parte das distribuições na implementação de LSB... o resto são tudo "remendos".

ArameFarpado disse...
26 janeiro, 2007 01:15
 

já vi alguns destes programas "auto-instalados"que começam a aparecer como o novo autopackage 3rd party qq coisa e fiquei preocupado com uma coisa:
a meu ver, isto vai baixar em muito a segurança do linux... notem, até aqui tinhamos apemas pacotes que eram expandidos e os seus ficherios arrumados, o instalador era corrido como root mas esse instalador já fazia parte do sistema, o programa instalado era corrigo como user normal. agora num auto instalado, o root vai correr um programa que veio de fora, o instalador... se o root correr um instalador feito com intenções malignas pode muito bem comprometer o sistema.
para mim, estas evoluções ainda vão acabar por por o linux com as fragilidades do windows e depois vamos ter que começar a tomar precauções estupidas como instalar programas que para nos de nada servem e estão ali apenas para protecção do sistema.

aramefarpado poderá ter alguma razão.
No entanto, penso que os programas auto-instaladores servirão apenas para "arrastar" o pessoal que anda pelo darkside. Com o aumento de utilizadores poderá acontecer um aumento de "maliciosos" à procura de fama e proveito.
Quem quiser segurança continuará a compilar o código.

ArameFarpado disse...
01 fevereiro, 2007 00:23
 

update...
hoje experimentei o autopackjage (para instalar o novo amsn) na minha debian e, como tenho o sistema a rejeitar que o root use o servidor X, ou seja, em consola posso correr qualquer programa como root excepto aqueles que geram uma gui (para esses tenho que usar a função "correr como root" no icone do programa), então o pacote apenas instalou o manager de pacotes "autopackage" e não o amsn... na 2ª volta o comando é diferente e passa a ser:
autopackage install amsnxxx
o que falhava sempre devido à proibição do root usar o meu servidor gráfico... antes nunca tinha acontecido, pela 1º vez hoje tive que abrir um desktop todo em root para conseguir instalar um programa...
defenitivamente, isto é baixar muito a segurança do linux e aquele noção de "imunidade a virus" começa a cair por terra. :(

não gosto destes auto-instaladores.