05 Julho 2009

Quebra-cabeças para GNU/Linux

Saltando de feed em feed, encontrei este pelo pedaço de código cujo objectivo é partir-nos a cabeça e ao mesmo tempo dar-nos prática de desenho. Nem mais, um jogo quebra-cabeças de nome Numby Physics, baseado no Crayon Physics existente para o Windows.



Basicamente só temos de desenhar algo de modo a mover um objecto contra outro, mas seguindo sempre as regras da física. E ter imaginação....





Estão disponíveis vários pacotes para vários sistemas operativos no homepage do Numpty Physics, incluindo uma versão para o Ubuntu portado pelo Andreas Jonsson. Divirtam-se!


Ps.: Rodar o monitor para ultrapassar níveis, não resulta...

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Leituras informáticas de Julho

A edição da revista PROGRAMAR de Junho já cá está fora há alguns dias para vossa satisfação, e como tópicos tem:

  • Metaprogramação em C++
  • Processamento de texto em AWK, parte II
  • DEI@Academy
  • Google Web Toolkit II
  • Arduino e a Aquisição de Dados


Site e download.






A edição 26 da Full Circle Magazine também já se encontra disponível para download e tem os seguintes tópicos:

  • Command and Conquer – MOC & IRSSI
  • How To: Ubuntu como Cliente, Apt-Cacher, e Inkscape – Parte 3
  • Minha História: Porque me converti ao Linux
  • Review – WebHTTrack
  • Entrevista MOTU - Stefan Ebner
  • Top 5 - Dispositivos Linux
  • Ubuntu Women, Ubuntu Games e outras coisas boas





Link para Download





A edição de Julho da PCLinuxOS tambem já cá está fora, como tópicos:

  • The Phoenix Master
  • MiniMe 2009, PCLinuxOS 2009.2 and Zen Mini
  • The Simplest Way to Rip Audio CDs
  • Update-notifier
  • Georgetoon
  • Graphic File Formats Comparison
  • E muito mais....



Link para download

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04 Julho 2009

T-shirt oficial das Festas do Colete Encarnado...



Esta chegou-me agora via emeile....

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03 Julho 2009

Um resumo das últimas notícias, à RedTuxer


Chegando de viagem e ansiando por me meter virtualmente em dia através dum Linux qualquer, chego às páginas do Correio da Manhã e encontro esta notícia:

Milagre no Índico
Quase um mês depois de o Airbus A330 da Air France se ter despenhado no Atlântico, a tragédia repetiu-se ontem no Índico com um Airbus 310-300 da Yemenia Airlines. Apenas com uma diferença: das 153 pessoas que seguiam a bordo, uma adolescente de 14 anos foi encontrada com vida. Um verdadeiro milagre...



Verdadeiro milagre??? Péra aí! O tal tipo que é Omnipotente, Omnisciente, Todo-poderoso e o não sei o que mais, deixa que um avião caia no mar junto com os seus ocupantes, homens, mulheres, velhos, crianças, bebés, gente inocente e temente a ele, e o tal Todo-poderoso apenas consegue salvar uma pessoa e tal é descrito como "milagre"???? Eu acho que o substantivo que melhor se empregaria neste caso seria o de "Incompetente"! Um verdadeiro incompetente! Por muito menos incompetência eu iria para a rua com justa causa se fizesse algo semelhante e tivesse o poder para o evitar!
Pelos vistos a incompetência grassa por todos os lados, incluindo a classe jornalística que escreve títulos assim.





Continuando pelas notícias e ainda antes de o Ministro ter mostrado os chifres aos colegas na Assembleia do República, vejo na TV assaltos consecutivos quase em directo, feitos lá pelo Norte. Ouço que a Polícia não tem meios, pouco equipamento, e ainda menos vontade para combater o crime, enquanto a Justiça se esforça para deixar livres os criminosos e desprotegendo o cidadão comum, com o aval dos nossos políticos. Desconfio que nos próximos dias irão se multiplicar as megas operações Stop de pura caça à multa embora oficialmente designadas de operações anti-crime. Repare-se no exemplo dado pela GNR no Algarve no combate ao crime perigoso:

O Comando Territorial de Faro da GNR, através do Destacamento de Silves, deu início ao habitual combate de Verão à venda ambulante ilegal nas praias da região. A primeira acção de fiscalização decorreu em Armação de Pêra e dela resultou a apreensão de 101 bolas de Berlim e de mais de meio milhar de diversos outros artigos.


Bom, de 101 bolas de Berlim já os portugueses estão safos! Ufa!!





Nem só coisas más li por aqui, também descobri que a Microsoft agora está a tentar fazer concorrência às Produções Fictícias no que concerne ao humor. Pelo menos assim me parece ao criarem a campanha Get the Facts onde comparam o seu miserável Internet Explorer 8 a verdadeiros browsers como o Firefox ou ao Google Chrome/Chromium. Nem acredito que ainda haja otários que acreditem em imagens como a de baixo:



Já agora podiam ter colocado mais alguns itens a este gráfico, como os seguintes:



O pessoal das PF que não se ponha a pau ou a Microsoft ainda lhes rouba o lugar...





E aí vem uma boa notícia: uma das áreas onde o Linux ainda precisa de melhores e bons programas, é na área de CAD, entretanto o exército norte-americano deu mais um passo para diminuir esse déficit ao criar o BRL-CAD, um programa tipo CAD 2D e 3D e em Open Source, claro. Podes criar projetos eléctricos e electrónicos, peças e ferramentas, vestuário, peças de automóveis, casas, etc...
Mais, este programa tem versões para além do Linux, Mac e até Windows, o que logo à partida é uma vantagem sobre a concorrência. Na versão para Linux já traz suporte ao openGL e o Java vem activado, tal como o menu MGED vem quase todo traduzido para Português. São 142MB bem empregues!




Fonte: NoticiasLinux.com.br





No início deste post referi-me que estive de viagem, uma viagem de trabalho com o Crimson, e achei por bem mostrar-vos algumas fotos de como trabalhar ao sol e em condições bastante húmidas é deveras difícil:

Coqueiros no acesso à praia


Praia de Coqueiros

Ondas

Clássica


Termino com uma verdade: quem disser que no Algarve as águas do mar são quentes, no mínimo não sabe o que significa a palavra "quente"...

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26 Junho 2009

Manifesto Open-Source

Como autor deste blog, tenho vindo a ganhar experiência e cada vez mais gosto pelo software livre, de código-aberto e não apenas "à borla".

É algo que nos permite verificar o real funcionamento das coisas, inclusive dos SO's que suportam e se baseiam nesta ideologia. Assim, e como estudante universitário, gostava de ver as nossas universidades, que convenhamos, são os principais pólos de desenvolvimento a nível nacional, a usarem mais software livre e a basearem-se nesse mesmo software de código-fonte aberto para leccionar aproveitando assim o factor "exemplo real" existente na comunidade.

Eu estudo no ISEL (Telecomunicações) e vejo pouca iniciativa nesse sentido (pelo menos na minha faculdade), muito por causa da protocolação existente com a Microsoft onde incluído no uso das suas tecnologias vem a disponibilização de licenças académicas dos seus produtos.

De modo a proporcionar uma base de implementação de Software Livre na minha faculdade, estou a escrever um Manifesto, que penso entregar a quem de direito e que possa tomar esse tipo de decisões, em que estejam explícitos os seguintes temas:

  • Software Livre
    • contexto
    • licenças
    • uso académico
  • Exemplos reais em Portugal
  • Estratégias para implementação
  • Desenvolvimento tecnológico com base em SL

Assim, venho pedir aos leitores deste blog (e demais conhecidos) que, caso assim pretendam, me forneçam exemplos e detalhes de situações idênticas ou totalmente opostas, onde o SL é amplamente utilizado e existe estímulo para o seu uso assim como o devido suporte para tal. Qualquer sugestão relativa à estrutura do manifesto também é bem vinda assim como postura a assumir na sua escrita.

deixo aqui o contacto de e-mail: rafaeldecastro_at_gmail.com (substituir _at_ por @).

Desde já agradeço a ajuda.
exil3d

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15 Junho 2009

Algo que me preocupa...

in Globo:

A Microsoft afirmou nesta quinta-feira que a nova versão do sistema operacional Windows para a Europa não incluirá o navegador Internet Explorer.


A ser assim, como é que os utilizadores do Windows 7 vão poder fazer o download dum browser digno desse nome? É que segundo sei, o Internet Explorer tinha essa única função!

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14 Junho 2009

IDE's - Qual o teu?

Hoje em dia, ninguém vive (na classe de programadores) sem o apoio de um bom IDE (Integrated Development Environment, ou em portuguẽs: Ambiente Integrado de Desenvolvimento). Assim, e consoante as necessidades de cada um, existem várias opções.


Eu sou um programador académico, ou seja, os programas que faço têm como objectivo aprendizagem e prova de conhecimentos, não obstante o facto de também gostar de meter as mãos na massa por iniciativa própria. Hoje posso dizer que as linguagens com as quais já tomei contacto já se perdem em contagem: Pascal, VB, C e C++, C#, ASP.NET, java, javascript, shell script, html.... e sempre precisei de um bom IDE.

Um bom IDE é aquele que, para além do sintax highlight possa também interagir connosco e com o projecto que estamos a desenvolver e assim consiga mostrar dinamicamente as opções relativas a métodos, funções, acesso a estes ou a atributos do nosso programa e, para além disto, que nos possa ajudar em debug e compilação/inclusão de bibliotecas.

Em ambiente janelinhas, e uma vez que grande parte das linguagens alvo foram implementadas pela M$, o ambiente de eleição é incontornavelmente o Visual Studio. É um bom programa, um bom IDE (e também só o uso porque para mim é de borla... xD). Fora do ambiente M$ Win, as opções dividem-se e aqui existem desde os mais básicos aos mais complexos (e sim... muitos deles também disponíveis para windows).
Nos casos mais simples temos o Kate (editor de texto mas com um sintax highlight alargado) e o seu homónimo gedit. Estes conseguem "perceber" qualquer que seja a linguagem e, para quem gostar dum ambiente rijo, é do melhor.

São idênticos ao notepad++ do windows (que se alguém souber instalar no kubuntu 9.04 esteja à vontade para se manifestar) e são a minha primeira opção para shell script e linguagens mais antigas como Pascal.
Mas se o objectivo é algo mais elaborado, surgem opções como NetBeans e eclipse que, embora idênticos têm diferenças significativas: enquanto que (na minha opinião) a programação e sintax highlight é mais fácil em NetBeans (ferramenta da própria Sun), por outro lado o debug e a compilação (através do ambiente de desenvolvimento) são mais fáceis em eclipse. Pelo meio temos o GUI designer que no NetBeans é nativo e no eclipse temos que instalar uns quantos plugins (não os vou referir pois ainda ando de volta deles: solução -> versão do eclipse-europa 3.3 que já o traz).
Estes dois últimos são os meus favoritos... tanto em Java como em C/C++ pois não lhes falta quase nada.

Por último existe o projecto Mono Develop que é uma forte alternativa ao VS. Falta-lhe ainda bastante para atingir determinados patamares do VS mas esta ferramenta (Mono Develop) já leva um bom progresso e não demorará muito a conseguir tornar-se um IDE fantástico.

É de referir que a última versão, a 2, saiu em Março último e apresenta novidades espectaculares que, relativamente à versão anterior eram imprescindíveis. Tenho-a experimentado sobretudo em ASP.NET e C# e não estou nada desapontado.

Existem ainda assim variadíssimas opções, tudo depende agora do que queremos programar e em que linguagem. E tu, que IDE e para que linguagem usas?

Deixo aqui as indicações para quem quiser instalar (Ubuntu e derivativos):
eclipse: encontra-se nos repositórios do Ubuntu assim como os plugins de suporte a outras linguagens que não o java nativo.
sudo apt-get install eclipse eclipse-cdt
(já com suporte a C e C++)

NetBeans: o melhor é fazer o download através do site e instalar a partir daí;
Instruções (com suporte a várias linguagens)

MonoDevelop: no caso do Ubuntu 9.04, a última versão encontra-se já nos repositórios;
sudo apt-get install monodevelop monodevelop-*
(instalando assim fica-se com a maior parte das ferramentas, debuggers e compiladores disponíveis)

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12 Junho 2009

Descobrimos a verdade...

Descobrimos a razão pela qual o agente Smith conseguiu propagar-se tão facilmente pela Matrix...

Aqui fica a explicação:

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11 Junho 2009

Eu e o Linux, uma breve história

Foi talvez em 2000 que ouvi falar sobre um pequeno sistema operativo que, incrível, queria fazer frente ao todo-poderoso Windows 98 e NT. Vi-o a funcionar ainda esse ano ou no seguinte através da distribuição Red Hat 5.0. Do pouco que vi e mexi, gostei. Reparei logo nalguns pormenores muito interessantes: a grande quantidade de software que vinha incluso embora grande parte dele muito básico e incipiente; amigável com outros sistemas operativos porque ao ser instalado permitia o arranque de outros sistemas operativos já instalados; continha vários gestores de janelas bastando escolher qual usar em qualquer altura; seguro pois não havia vírus para ele nem sequer antivírus para instalar; estável o sacaninha e notava-se bem isso pois usava na altura o windows 98; o uso frequente do poderoso terminal para muitas tarefas; a dificuldade em perceber todas aquelas pastas e a respectiva organização delas; ser tudo grátis e feito por utilizadores como nós!

Pouco meses depois experimentei o meu primeiro Linux, o Red Hat 5.2 e após algumas situações mais complicadas para mim, optei por uma versão do Mandrake. Não havia drivers para o winmodem que tinha instalado de modo que só o podia usar offline mas que era um belo sistema operativo, lá isso era. Muitas dificuldades tive com ele porque o que se aprendia com o windows era apenas mexer com o windows, não era aprender realmente informática de modo que quando se saía do windows para mexer noutro sistema operativo, pouco ou nada se sabia. Engraçado que logo se percebia que quem entendia de Linux, podia-se dizer que percebia tambem doutros sistemas operativos...

Mais tarde e já com net da Netcabo e com o seu respectivo modem externo, comecei por usar em dual boot nova versão do Mandrake, talvez a Mandrake 7, já não me recordo bem. Vou deixando vários screenshots dos meus sistemas neste artigo para tentar mostrar algumas das minhas evoluções tais como outras evoluções do GNU/Linux.

Mandrake em 2002

Mandrake com Kde


Mandrake em 2002, b

Mandrake em 2002


A pouco e pouco fui experimentando mais o Linux, alternando com outras distros, escarafuchando nele e adoptei o SuSE como minha distro favorita, mas sempre com um fraquinho pela Mandrake. A acomodação com o Windows 2000, alguns jogos e com alguns programas que não haviam no Linux, impediram-me de mudar definitivamente para o sistema do pinguim, mas o "bichinho" já me tinha infectado.


Kde 3 no SuSE

SuSE quando ainda era pura, sem a Microvell.


Mas apesar de estar viciado no Windows 2k, certas coisas com ele cada vez mais me chateavam. Refiro-me à lentidão que ia aumentando até ao reboot seguinte, a crescente falta de segurança apesar de ter vários programas de proteção, a necessidade de passar cada vez mais tempo a tratar da manutenção dele e cada vez mais saturado de ter que andar a fazer reboots nele por qualquer merdinha que fizesse. Entretanto fui descobrindo as virtudes do Opensource, o Software Livre e as suas regras, e o mais importante, a filosofia que o precede.

Cygwin rodando kde 3

Kde 3 sendo executado no Cygwin


O facto de ter a maior parte dos programas crackados e como tal sem licenciamento, o de ter que andar atrás de chaves e registos crackados para os manter em funcionamento, o de não saber se tinha programas que faziam mais do que diziam fazer, o de descobrir que o Windows também me andava a vigiar os passos e os cliques, foram-me empurrando para tomar a decisão de ser tempo de ter de deixar de usar o sistema das janelas. Era o tempo em que o Knoppix trazia a novidade do LiveCD, podia-se trabalhar com ele apenas a partir do CD e depois podia-se instalá-lo a partir do desktop, em segurança e duma maneira fácil. Outras distros bem conhecidas seguiram esta ideia, como o Kurumin. Instalei o Knoppix e ao contrário do que aconselhavam os experts dessa distro, ela esteve talvez uns dois anos em pleno funcionamento e actualizada no meu PC, sendo já o principal sistema operativo em funcionamento.

Knoppix

Knoppix, excelente canivete suiço!


Mas é claro que vários problemas se foram sucedendo, ter uma distro X e sendo actualizada com repositórios de Y, tinha que acabar por dar merda. Mas foi com o Knoppix que descobri a famosa ferramenta "apt-get" que tornava a gestão do software numa brincadeira para crianças. Instalar, desinstalar, fazer upgrades, etc, tornou-se algo tão simples e fácil que influenciou definitivamente a escolha da distribuição seguinte para meu sistema operativo numero 1. Arranjei outro PC e meti-lhe a grande Debian. Tudo instalado via linha de comandos, quase desde o zero e sem sequer ter o X para poder usar o rato. Alterei-a depois para a versão Sid, a Debian Unstable, que veio a provar ser bem mais estável que o Windows 2k que ainda tinha noutro PC, agora secundário e com funções de lazer (jogos), repositório e conversão de filmes para uso caseiro.


Kde 3 no Debian, verde

Meu ganda Debian correndo o Kde!


Devo lembrar que nestas andanças tive problemas, muitos por sinal. Tantos que deixei para trás o Knoppix e apesar do Debian Sid até ser relativamente estável, tive alguns sustos após alguns "apt-get upgrade". E aí quem me valeu foi o Google, o "pt.comp.so.linux" e o meu parceiro do blogue, o Arame com a sua infinita paciência. Mas o mundo muda e agora sou eu que muitas vezes tenho que ajudar quem se aventura neste belo mundo do pinguim.
Pelas imagens que vou mostrando aqui, já deu para perceber que foi sempre o Kde o meu gestor de janelas de eleição. Era típico que quem viesse do Windows caísse nele por mais se parecer com o Explorer, embora o Kde fosse, e continua a ser, incomparavelmente superior ao miserável Explorer. Conheci e usei o Fluxbox, Enlightnement, Windowmaker, Gnome, Blackbox, etc, nas várias distros que ia mexendo mas só o Kde me enchia as medidas pela sua versatilidade, personalização, pelas inúmeras funcionalidades.


Kde 3 no Debian

Debian Sid com o Kde 3, Abril de 2005


Com o Debian tive que muitas vezes mexer nas entranhas para configurar programas e serviços, editar ficheiros de configuração, muitas vezes sem ter sequer o X, apenas o Vi e uma cábula à frente cheia de dicas. Mas se um tipo quer aprender algo, é este o caminho para o conseguir, se for apenas com janelinhas nunca lá se chega...


Kde no Debian Sid

Mais Debian, mais Kde


Tive de mudar de PC e aproveitei para mudar novamente de sistema operativo. Escolhi algo mais estável que o Debian Sid, mas com programas actualizados e baseado no Debian. Foi o Ubuntu na versão 8.04. A adaptação não me trouxe dificuldades algumas, já usava o Gnome como meu gestor de janelas favorito no Debian e apenas encontrei mais facilidades nesta distro em relação à anterior. Os fóruns e sites de apoio são imensos, a comunidade é a mais numerosa e não há falta de software para esta famosa distro.


Screenlets

Ubuntu 8.04 (?) e os screenlets


Entretanto alguns colegas meus solicitam-me ajuda para desempenar os seus PCs com Windows e eu já comecei a recusar tais pedidos a não ser que seja para resolver definitivamente o problema, ou seja, trocar o infecto XP por um Linux qualquer. Ou aceitam ou não há nada para ninguém! Confesso que já não tenho muita paciência para mexer em Windows, sinto-me atrofiado, limitado, e se tivesse um médico ao meu lado acredito que me proibiria de usar o Windows devido ao enorme stress que ele me cria em poucos minutos. Quanto ao Vista e após várias tentativas, recuso-me a mexer naquela bosta. Já houve vários pedidos de ajuda mas comigo não tem sorte. É mau demais para eu gastar o meu precioso tempo naquilo. Pelo contrário, dos meus colegas que adquiriram o EeePC com Linux, sou eu que tenho de perguntar se não tem problemas, algo que queiram fazer, qualquer coisinha, mas... nada! Compraram Linux, cliente satisfeito e sem problemas!

Foi já com o Ubuntu que experimentei o novo Kde 4 que de tão diferente que é da versão anterior, torna-se necessário reaprender a trabalhar com ele, mas que é fabuloso, lá isso é! Tão fabuloso que uma certa companhia de software apressou-se a fotocopiá-lo para o meter num sistema operativo obsoleto e vende-lo como se fosse uma inovação sua.

kde4 no Ubuntu 8.10

Ubuntu 8.10 com o Kde 4


Embora continue a usar o Gome e de tempos a tempos use outros gestores de janelas para descobrir novidades, acredito que não faltará muito para regressar ao Kde, agora na soberba versão 4. E acredito que nem mesmo esta senhora em baixo seja capaz de evitar isso!


Fluxbox

Fluxbox com mais umas paneleirices, no Ubuntu 8.10


E cá estou com o novo Ubuntu 9.04, sem saudades nem necessidades algumas do Windows. E o balanço desta mudança foi bastante positivo. Resumindo as vantagens que encontrei nesta mudança:

  • O comodidade de poder usar quase qualquer dispositivo USB sem ter que instalar drivers, sem reboots, sem problemas, apenas enfiar a ficha e usar! É certo que nem todos os dispositivos funcionam assim mas a culpa não é do Linux nem dos seus distribuidores, mas sim dos fabricantes que não disponibilizam drivers nem informações que os tornem possíveis de funcionar no Linux.
  • A sensação de segurança ao saber que o meu sistema é imune a vírus e a outros malwares que tanto infestam os sistemas Windows.
  • O prazer de usar um sistema estável e robusto, coisa que é impossível de encontrar nos sistemas que inundam em 90% os PCs actuais por esse mundo fora.
  • A satisfação de poder usar os efeitos 3D do Compiz ou outros, que deixam o pessoal com sistemas da concorrência a roerem-se de inveja.
  • A alegria de ao instalar uma distro, como esta que uso agora, e de imediatamente poder usar centenas de programas para fazer quase tudo o que precise, e ficar à distância de 3 ou 4 cliques de milhares de outros programas que se podem instalar automagicamente, sem dificuldades nem atritos.
  • O conforto de ter sempre TODO o sistema e seus programas actualizados, sem ter que usar chaves ilegais, cracks e keygens.
  • A excelente sensação de saber que não pertenço ao imenso rebanho que consome Windows.

Ubuntu 9.04

Ubuntu 9.04, Awn e conky personalizado


E é esta a minha história inacabada com o GNU/Linux. E tu, que esperas para teres uma história com este sistema do pinguim?

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10 Junho 2009

Leituras para estes feriados

A Revista Espírito Livre já tem a 3ª edição disponível para download e os principais tópicos são:


  • Wiki e os novos modelos de construção de conhecimento
  • Entrevista com Jimmy Wales, criador da Wikipedia
  • Coringão, responsável pelo Ubuntu Games, fala sobre jogos
  • Luiz Vieira fala sobre segurança da informação
  • E ainda muito mais...


Homepage e download





Para quem quiser algo mais pesado para ler, tem à disposição um livro livre em português sobre Python. São 253 páginas de uma leitura simples e objectiva sobre uma das mais conhecidas linguagens de programação. Podes consultar a informação aqui e o respectivo download aqui.

Boas leituras e bons feriados!

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